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Seu site tem o marketing
direto precoce?
Sites comerciais
adotam uma versão equivocada de marketing direto, seca e quase rude. Logo
de cara pedem tantas informações e cadastros com ansiedade que acaba
afastando o usuário.
De: Renan Alves
Para você, Amigo (a)
Se você trabalha na área de marketing, é bem possível que já tenha
recebido uma corrente de e-mail que mostra, com humor, diferentes técnicas
da área sendo aplicadas para alcançar um mesmo objetivo: um homem
conseguir levar uma mulher para a cama.
Deslizes conceituais à parte, a mensagem ilustra, entre outros casos, o
personagem masculino usando uma versão distorcida do marketing direto, onde
ele, sem muita cerimônia, lança a frase “Sou muito bom de cama” a uma cliente
prospect.
Navegando pela web, principalmente em sites com objetivo comercial, fica
evidente a impressão de que as pessoas por trás estão tentando usar o tal
“marketing direto”. Sim, porque parece não existir a mínima preocupação
em realmente conquistar a confiança do usuário antes de avançar. É tudo
bem seco e direto. Como se costuma dizer na gíria: na lata.
Em outros tempos, os websites solicitavam apenas os dados cadastrais mais
usuais (nome, e-mail, cidade/estado e telefone). Rapidamente, espalhou-se a
mania de pedir dados demográficos (sexo, idade, escolaridade, renda,
profissão e setor de atuação), adicionando ai uma página no formulário
e um passo a mais no processo.
Faz diferença saber se o usuário é um rico advogado ou um estudante de
segundo grau sem renda própria? Claro que sim, mas, aparentemente, a
maioria dos websites que pedem a informação não a utilizam de forma
efetiva, adotando apenas como um dado estatístico para argumento na venda
de publicidade.
Mais recentemente (na escala de tempo da internet), começou-se a pedir também
informações sobre preferências pessoais. Agora, o portal sobre cachorros
domésticos quer saber até se o estilo de musica preferido dos seus usuários
e jazz, blues ou rock. Sim, outra página no complicado cadastro e muito
mais chances de perder o usuário no meio do processo.
Agora, vamos pensar em relacionamentos entre pessoas de verdade. Alguém que
queira estabelecer algo duradouro e proveitoso, provavelmente não adotará
a postura “marketing direto” logo de cara. Ela poderia muito bem
funcionar, mas, também deixaria uma impressão equivocada, como de alguém
em desespero, por exemplo.
Em vez disso, é preferível adotar uma postura mais moderada e,
progressivamente, ir ganhando a confiança. Cada vez que se passa uma
diferente fase do relacionamento, conquista-se o direito a obter novas
informações. E, em muitos casos, as informações acabam vindo sem que se
pergunte muito. Falar só de si mesmo não é um defeito extremamente comum
de muitas pessoas?
No fim, percebe-se que algumas preocupações por trás dos dois tipos de
conquista são similares. A idéia é agir com calma para poder agir sempre.
Em vez de um longo formulário de cadastro, pegue apenas o básico para ir
aprendendo mais com o tempo, num processo evolutivo. Conhece alguém que
pergunte o numero do passaporte no início de um relacionamento amoroso?
Bem, é isso o que uma conhecida livraria online brasileira pede no seu
cadastro. Talvez ela esteja adotando uma nova ferramenta do marketing, o
internacional.
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